Haddad, tendência que se verifica desde o início da campanha, continua crescendo, rumo aos 30% que o PT tem tradicionalmente em eleições na capital e que lhe assegurará a passagem no dia 7 de outubro para o 2º turno no dia 28.

Muito boa para nós petistas que temos um candidato a prefeito de São Paulo com as qualidades e o potencial do Fernando Haddad (PT-PCdoB-PSB-PP), a pesquisa Datafolha divulgada hoje. Ela não traz alterações bruscas na posição das candidaturas, é mais uma confirmação de tendências que já vínhamos acompanhando e registrando aqui.

Mas ela traz, sim, uma novidade: o candidato do PRB, ex-deputado Celso Russomanno está caindo pela primeira vez desde que a disputa intensificou-se com a ida da campanha para as ruas a partir do 6 de julho e o início da propaganda no rádio e TV no dia 21 de agosto.

Já o candidato tucano, José Serra (PSDB-DEM-PSD-PV) continua caindo e sua rejeição aumentando. E muito. E o Haddad, tendência que se verifica desde o início da campanha, continua crescendo, rumo aos 30% que o PT tem tradicionalmente em eleições na capital e que lhe assegurará a passagem no dia 7 de outubro para o 2º turno no dia 28.

José Serra mais uma caiu, agora um ponto na intenção de voto, descendo dos 21% que tinha anteriormente para 20% agora. Mas sua rejeição subiu tres pontos, foi de 43% do Datafolha anterior para 46% no de agora. Russomanno caiu três pontos percentuais, de 35% para 32% nesta. E o Haddad foi de 16% para 17%.

O ponto mais importante desta pesquisa

Para mim o ponto mais importante deste novo Datafolha é este sinal claro de que haverá o 2º turno e que nele a disputa será entre os dois, Russomanno e Haddad, com o tucano José Serra fora.

Resta saber – e isto me deixa um tanto quanto curioso – é se os péssimos números de José Serra são consequência só da continuidade das tendências de queda e aumento da rejeição a seu nome pelo eleitorado paulistano, ou se é uma consequência da aparição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na sua campanha.

Ou, ainda, se a queda de intenção de voto e aumento da rejeição de José Serra não é uma decorrência da campanha eleitoral que ele conduz, na linha de ataques ao PT. Para mim, tudo indica que é a soma dos dois fatos, FHC na campanha mais os ataques ao PT, com um terceiro, a rejeição de 80% dos paulistanos à administração do prefeito Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, hoje PSD), o principal apoiador de José.

Sem contar o peso do próprio candidato. O eleitor não esquece que tem “recall” e uma história que não o ajuda. Principalmente o fato de ter abandonado a capital 16 meses depois de ter assumiado a prefeitura renunciando ao mandato e deixando-a com Kassab. É um motivo, dentre vários, para 46% p rejeitarem e no total, 2/3 dos eleitores desconfiarem que ele, se eleito renunciaria de novo, e dizerem que não votam nele “de jeito nenhum”.

Por Blog do Zé Dirceu

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