Duas pesquisas do IBOPE divulgadas hoje revelam que a manutenção de Temer no poder por insistência do PSDB e dos setores financeiro, industrial e do agronegócio, além de não trazer nenhum resultado positivo para a economia e sim somente a destruição dos direitos dos trabalhadores, abriu definitivamente a porta para a ascensão de candidaturas de cunho fascista em nosso País.

De acordo com a edição 2017 do Índice de Confiança Social, que o Ibope pesquisa e calcula anualmente desde 2009, com Temer a Presidência da República se transformou na instituição em que os brasileiros menos confiam, perdendo inclusive para os partidos políticos. O Instituto revela que, de 0 a 100, a confiança dos brasileiros no presidente despencou de 30 para 14, desde 2016, a pior de toda série histórica. Com Dilma Rousseff, mais de 60% dos brasileiros tinham confiança na presidência até o início da campanha do impeachment que a tirou do cargo. Temer simplesmente destruiu a imagem do maior cargo político e executivo do país.

A prática exercida por Temer e sua quadrilha com certeza puxou para o buraco a confiança em outras instituições políticas (Congresso, partidos e até as eleições) que despencaram ao seus piores patamares de avaliação desde 2017. Apenas governos municipais ainda se sustentam por terem sido recém-eleitos. Esse descrédito, na outra ponta, fez crescer, segundo o ibope a confiança na religião e nas ações policiais.

Outra pesquisa Ibope, também divulgada hoje, reforça a ruína da imagem das instituições políticas e também o fracasso do golpe de 2016. Realizada de 13 a 16 de julho, o levantamento demonstrou que a avaliação negativa do governo disparou para 70% em julho, ante 55% em março. A desaprovação subiu para 83% contra 73%. Apenas 5% da população considera o governo ótimo ou bom. Os dados apontam que Temer é o mais rejeitado de toda a série histórica do Ibope, perdendo até para Sarney que em junho e julho de 1989, conseguiu 7% de aprovação.

A reação de Temer em relação à rejeição da população continua de total desprezo. Ao invés de propor soluções para melhorar a vida dos brasileiros, continua no caminho do aprofundamento da corrupção e da aprovação de projetos de interesses do Mercado (banqueiros, grandes industriais e empresários do grande agronegócio e serviços). Ele e sua quadrilha não têm pudor algum de continuar comprando votos de parlamentares e tentar se salvar da denúncia de corrupção no Congresso ao liberar bilhões de reais em emendas. Além dos recursos, também está entregando as terras da Amazônia para os invasores ligados ao agronegócio e à pistolagem que vem praticando assassinatos de rurais e indígenas. E já promoveu o maior desmonte da história da Petrobrás e a destruição dos direitos trabalhistas.

O argumento de que as reformas e a venda de ativos iriam reaquecer a economia foi por água abaixo com o País passando pela sua maior depressão econômica, com recessão e desemprego descontrolados e um déficit público recorde de R$ 56 bilhões no primeiro semestre. Para cobrir o rombo, ele criou o maior aumento da gasolina em 13 anos, o que já está impactando nos preços nos supermercados, e logo mais haverá a elevação dos aluguéis, transportes e serviços.

Vale lembrar que a pesquisa de avaliação de governo, detectou somente os impactos das denúncias de corrupção comprovadas da JBS envolvendo Temer e Aécio. Portanto, não aferiu ainda os aumentos dos impostos sobre os combustíveis que elevou o preço nos postos de gasolina. Com certeza os índices de rejeição irão se ampliar e infelizmente também a descrença da população no executivo nacional.

O golpe trouxe de um lado a desilusão política com o uso criminoso do cargo da presidência da República, que até então era um símbolo de esperança para os brasileiros, e de outro a destruição da economia do País e como causa o desemprego, perda da renda e a falta de perspectiva para o futuro. Isso explica a ascensão de candidaturas fascistas como de Bolsonaro e a possível consolidação dos candidatos denominados antipoliticos, como Doria, que divulgam o desprezo da política como instituição que possa resolver os problemas dos eleitores.

Um olhar por outro ângulo mostra, evidentemente, que a grande maioria do povo rejeita fortemente a corrupção e as propostas de reformas e de ajustes que o governo Temer vem implementando e também que quer outro projeto político que recupere nossa economia, nossas instituições e coloque nosso País num outro caminho que não este do Golpe.

O que fazer? Os setores populares, suas instituições, as lideranças da sociedade civil como os representantes dos profissionais liberais, das igrejas e artistas, precisam manter-se animados e continuar a pressão sobre os congressistas para votarem positivamente à aprovação da denúncia da Procuradoria para investigar o presidente e para impedir a carnificina do desmonte da Previdência Social. Mesmo que o presidente seja afastado, devemos continuar exigindo a aprovação da PEC das Diretas Já para que o povo brasileiro escolha qual caminho e qual projeto quer para o Brasil. Será a oportunidade para os setores progressistas e comprometidos com a Democracia, mostrarem ao povo a tragédia das propostas fascistas, anti-povo, que estão dando as caras!

Para saber mais:

http://politica.estadao.com.br/blogs/vox-publica/temer-sepulta-a-politica/

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,aprovacao-de-temer-cai-para-5-entre-marco-e-julho-segundo-ibope,70001908268

 

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