Havia uma disputa entre a ala mais progressista com a mais conservadora na escolha do novo presidente da entidade que reúne os mais de 300 bispos católicos do Brasil. A primeira, que entende que a missão da Igreja é evangelizar com opção preferencial pelos pobres e estar mais aberta aos problemas sociais e a segunda, que prefere uma Igreja mais clerical e mais fechada nos ritos sem se envolver com assuntos sociais.

Por fim, prevaleceu a eleição de D. Walmor de Azevedo, tido como moderado e aberto à discussões sobre temas da sociedade. Ele tem 65 anos e é arcebispo de Belo Horizonte, diocese que foi a primeira a se manifestar contra a reforma da previdência do governo Bolsonaro por entender que ela retira direitos constitucionais e vai prejudicar as pessoas mais pobres da sociedade. Muito bom! Assim a Igreja Católica dará continuidade à linha que vinha sendo adotada na CNBB por D. Sérgio da Rocha.

Para os jornalistas, logo após o anúncio de sua escolha, ele declarou: “Temos um longo caminho a percorrer de diálogos no interno da Igreja e da Igreja com os segmentos da sociedade”, prometendo ainda “fidelidade aos valores do Evangelho”.

Minha saudação à eleição de D. Walmor, na esperança de que a Igreja Católica siga firme colaborando com a missão do Papa Francisco que está trazendo lufadas de bom ar e de luz, de lutar para construir o Reino de Deus já a partir daqui da Terra!

Abaixo, a “Mensagem do novo Presidente Eleito da CNBB”:

“Deus tudo conduz. Por vontade Dele e na confiança de nossos irmãos bispos de todo o Brasil, abraço, com alegria, a missão de presidir a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Trata-se de grande responsabilidade, pois muitos são os desafios. Precisamos trabalhar unidos para que a Igreja seja, cada vez mais, missionária, “em saída”, conforme nos pede o Papa Francisco, inspirado no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para isso, nosso olhar deve permanecer voltado para os mais pobres, fortalecendo nossas ações no exercício da caridade, do amor, na busca da justiça, imprescindível para a construção da paz, tão necessária na atualidade. Cultivemos sempre um coração sensível às dores dos excluídos, das pessoas esquecidas, conscientes de que Jesus nasceu e cresceu entre os mais sofridos.

Peço a Deus que me abençoe na presidência da CNBB, inspirando-me na construção de um trabalho exemplar, à semelhança do que fizeram os irmãos bispos que me precederam, em profunda comunhão com o nosso amado Papa Francisco. Estarei sereno e buscando fazer o melhor, guiado pela luz da fé, nosso tesouro imperecível, entusiasmado e alegre em poder servir, sempre mais.

Compreendo que exercer a presidência é ser o primeiro a colocar-se a serviço, com serenidade, e com o apoio de todos os irmãos bispos, sempre confiante em Deus, pois conquistamos a paz ao fazer a vontade Dele.

Conto com a ajuda e as orações de todos para exercer essa missão.

Suplico as bênçãos de Deus para todo o Brasil.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Presidente Eleito da CNBB”

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