A campanha para as eleições municipais deste ano começa para valer com o início do horário eleitoral na TV e as estratégias adotadas pelos candidatos nessa arena tem potencial decisivo para transformar favoritos em derrotados e azarões em prefeitos.

Especialistas ouvidos pela Reuters apontam que antes do início da propaganda eleitoral na TV a maioria do eleitorado não conhece todos os candidatos, e as pesquisas de opinião nessa altura servem mais para aferir uma “simpatia” do que uma convicção de voto.

“A campanha eleitoral na TV é uma arena importantíssima para os candidatos disputarem a preferência dos eleitores”, disse à Reuters o coordenador do curso de marketing eleitoral da ESPM, Victor Trujillo. “É a partir do horário na televisão que os candidatos novos passarão a ser conhecidos.”

Pesquisa

Última pesquisa feita antes do início do horário de propaganda gratuíta no rádio e TV iniciado nesta 3ª feira (21/08), o Datafolha confirmou  duas tendências que se revelam constantes desde a pré-campanha eleitoral em São Paulo: o candidato a prefeito da Capital, Celso Russomanno (PRB), mantém-se em ascensão, ao mesmo tempo que continua a queda nas intenções de voto do postulante tucano, José Serra, e o aumento de sua rejeição por parte do eleitorado.

No Datafolha, publicado hoje pela Folha de S. Paulo, Russomanno ultrapassou José. Sobe 4 pontos em relação à pesquisa anterior (20 de julho) e assume a liderança na disputa, com 31% dos votos. O candidato tucano cai 3 pontos, de 30% para 27%.

Com a margem de erro de 3 pontos para cima ou para baixo, eles continuam tecnicamente empatados, mas confirma-se a tendência verificada já há algumas semanas: Russomanos sobe e José Serra desce.

Haddad em ascensão gradual e segura

Pelo Datafolha publicado nesta terça, quatro candidatos estão tecnicamente empatados em 3º lugar: Fernando Haddad (PT), com 8% das intenções de voto; Gabriel Chalita (PMDB) com 6%; Soninha Francine (PPS), com 5%; e Paulinho Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT), com 4%.

Agora é o que eu digo, vamos à disputa política. Chegamos à etapa decisiva da campanha e do pleito. Iniciamos o horário de propaganda gratuita no rádio e TV. Discordo dos analistas que consideram sacramentada, líquida e certa, e de forma fácil, a queda de Russomano, agora que a campanha entrou na etapa do rádio e TV. Acho que a queda pode ocorrer, sim. Mas ele vai dar trabalho.

Nós, petistas, temos um candidato que demonstra ser competitivo, que cresceu 50% entre as últimas pesquisas e este Datafolha de hoje e continuo apostando que com a campanha no rádio e TV ele alcança os tradicionais 30% a 33% que o PT tem de votos na capital, vai para o 2º turno e ganha. Depende de nós. Mãos à obra, portanto, e como dizia aquele slogan de campanha do Barack Obama em 2008 “nós podemos”.

Russomanno cresce desde o início; José Serra só vai para trás

As intenções de voto em Russomanno crescem desde que ele se anunciou candidato ainda em 2011. Na pesquisa de dezembro pp., ele tinha 16%; na de janeiro 17%; na de março 19%; nas duas feitas em junho cravou 21% e 24%; e na de julho 26%.

Caminho oposto era percorrido pela candidatura de José que, além de cair na preferência dos eleitores, ampliava sua rejeição, quesito em que ele é o campeão: em junho, ele liderava em rejeição com 32%; em julho, chegou a 37%; e nesta pesquisa divulgada hoje, subiu mais 1 ponto e está com 38% de rejeição do eleitorado paulistano.

A situação de José e a tendência ruim que o persegue são explicadas por outras pesquisas anteriores, conforme publiquei aqui ontem. Elas mostram que a 1ª razão para o seu inferno eleitoral é o peso da rejeição à administração do seu principal apoiador, o prefeito Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD), desaprovada por 80% da população.

E a 2ª, a desconfiança de nada menos que 2/3 do eleitorado, de que ele não cumpre mandato até o fim e, caso se elegesse prefeito agora, mais uma vez não ficaria no posto nos quatro anos do mandato. Quatro vezes candidato a prefeito de São Paulo, na única vez que ganhou, em 2004, José abandonou a prefeitura 1 ano e quatro meses depois para disputar outro cargo.

Com informação da PT-SP e Blog do Zé Dirceu

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