*Artigo Originalmente Publicado no Site 247

A maior capital do país detém o maior parque luminotécnico da América Latina com 617 mil lâmpadas espalhadas por todo seu território. Tal dimensão exigiu nestes últimos anos uma completa reformulação da gestão e planejamento do Departamento de Iluminação Pública (ILUME) -criado em 1968, portanto, há 48 anos – para dar maior eficiência ao atendimento às necessidades da população nesse setor. Uma das primeiras iniciativas foi a instalação de mais pontos de iluminação na cidade, além dos já existentes. Inicialmente a meta prevista era a implantação de 18 mil pontos novos, porém, foi possível superar a marca em até 300% fazendo com que São Paulo ampliasse seu parque para mais de 50 mil unidades de iluminação.

Foi implantado ainda um programa de remodelação do sistema com a substituição de lâmpadas de vapor de mercúrio para as de vapor de sódio e que iluminam mais e trazem menor gasto. Até o momento foram feitas mais de 255 mil substituições, o que corresponde a cerca de 30% do parque luminotécnico do município. A partir de uma decisão política e administrativa foi possível também a homologação de luminárias de LED para o restante do município e implantar o mais arrojado e importante programa de iluminação pública da história de São Paulo. Anteriormente a aplicação dessa tecnologia era restrita aos túneis da cidade, com a nova definição o LED passou a ser implantado em importantes vias da cidade como o corredor Norte-Sul.

Em seguida, o programa foi estendido para locais na periferia do município, com maior vulnerabilidade social e falta de segurança. Para tanto, foi criado o programa LED nos Bairros, implantado inicialmente nas ruas, vielas e avenidas da Comunidade de Heliópolis e Monte Azul e, posteriormente, ampliado para os distritos da Brasilândia, Lajeado, Sapopemba, Raposo Tavares, Jardim Ângela, Jardim Helena, Pedreira, Cidade Tiradentes, Guaianases, Perus, Iguatemi e Jabaquara (parcial), num total de 86.926 pontos de LED e beneficiando mais de 2 milhões de pessoas.

A tecnologia por LED permite baixa manutenção, alta eficiência energética (ilumina o dobro do que as de vapor de sódio) e apresenta longa vida útil (cerca de 12 anos). Além disso, reduz a emissão de dióxido de carbono, pois o material não possui metais pesados em sua composição e permite a conjugação com outras tecnologias como a instalação de câmera de segurança (experiência que já ocorre em Heliópolis) e o controle do funcionamento à distância.

O planejamento eficaz do serviço de iluminação público proporcionou melhora substancial nos índices de atendimento. Em 2013, o ILUME era o campeão de queixas protocoladas na Ouvidoria do município, em 2015, o órgão ocupou o 20º lugar nas reclamações, com uma redução anual de 75%. A modernização do sistema, mesmo com os fortes aumentos do valor da energia fornecida (em 2015 o valor da conta foi reajustado em cerca de 72%), proporcionou ainda uma economia aproximada de 12% no consumo de energia elétrica.

A continuidade de um modelo que permitiu maior eficiência energética com menor custo seria de suma importância para a população de São Paulo. Para tanto, foram elaborados estudos que deram base para a construção do Edital da Licitação Internacional da PPP da Modernização da Iluminação Pública. O objetivo é atender toda a cidade com a iluminação por LED. A Secretaria de Serviços contou com o apoio da São Paulo Negócios e do Banco Mundial, para assessorar tecnicamente o processo da Licitação. A concorrência encontra-se em fase final, aguardando a liberação do Tribunal de Contas para sua finalização. O que se espera é que o novo governo mantenha o programa de modernização em curso.

Pró-Catadores SP: um avanço extraordinário na relação da Cidade com seus catadores
Narciso acha feio o que não é espelho!
Compartilhe

Receba  Informativo

Você assinou nosso boletim com sucesso e em breve receberá correspondência !