Não deu outra. Dois episódios da semana passada novamente motivaram a milícia que está instalada no judiciário brasileiro e na mídia grande para atacar o ex-presidente Lula. Outra vez em tempo recorde o desembargador do TRF 4, onde o ex-presidente apela pela sua inocência, e amigo pessoal de Moro, Gebran Neto, concluiu seu voto em relação ao recurso da defesa. Estranhamente a imprensa não vazou a decisão. Mas sadismo é uma das especialidades dos sociopatas.

O amigão de Moro, que foi promotor do estado do Paraná, já havia tomado a mesma atitude, em agosto deste ano ao intimar a defesa para apresentar as razões do recurso somente sete horas depois que a documentação chegou ao TRF4. Pelo jeito, o chegado de Moro sequer leu os conteúdos que embasam a inocência de Lula.

Segundo o jornalista Luis Nassif, o despacho feito em 7 horas foi “ o menor já registrado no TRF4 dentre todos os prazos de processos analisados, comprovando a excepcionalidade com que Gebran vem tratando os processos de Lula. São atitudes de magistrados que se movem apenas de acordo com seus próprios interesses políticos, jogando para segundo plano a responsabilidade em relação à imagem do Judiciário.”

O fato mais contundente da semana, e por isso mesmo ignorado solenemente pela mídia, foi o depoimento no Congresso Nacional, do advogado Tacla Duran, na CPMI da JBS, quando denunciou que o melhor amigo de Moro e sócio da esposa do torquemada de Curitiba, Carlos Zucolotto, tentou negociar a diminuição da pena e da multa estipuladas no acordo de delação premiada sugerido à Duran. Bastaria, para tanto pagar 5 milhões de dólares ¨por fora” para fechar o acordo.

Outro fato foi a última pesquisa Datafolha dando larga vantagem ao ex-presidente sobre os demais adversários tanto no primeiro quanto no segundo turno. A distância é grande a ponto de Lula ter condições de consumar sua vitória já no primeiro turno. A rejeição dele também é a menor de todos os outros e vem caindo sistematicamente.

Os ataques à Lula já não surtem efeito junto aos eleitores que viram que se ferraram e vão se ferrar ainda mais com o golpe que tirou Dilma. E que a cada dia é mais notória a perseguição política do judiciário ao ex-presidente. Dois episódios demonstram isso, primeiro foi a aprovação pelos golpistas de MP para não cobrar impostos de 1 trilhão de reais das petroleiras multinacionais e depois, foi a ação advocatícia de Gilmar Mendes, inimigo de Lula, ao soltar, pela terceira vez, o empresário Jacob Barata que estava preso por corrupção. Ou seja, para os amigos tudo. Restam à milícia e seus financiadores tentarem tirar pelo tapetão o ex-presidente das eleições de 2018. Mas isso é outra história.

Desemprego entre os jovens é o retrato mais perverso do golpe
Compartilhe

Receba  Informativo

Você assinou nosso boletim com sucesso e em breve receberá correspondência !