Saíram hoje duas pesquisas feitas fora dos institutos normais e que usam metodologia bem diferentes. A *Xp*, do mercado financeiro, pesquisa por telefone e a *Atlas*, de consultoria política liberal, usa os usuários das redes sociais. Esses institutos têm seus clientes e interesses de negócios, portanto, o que foi divulgado é uma parcela do que foi pesquisado e que interessa fazer opinião por alerta ou constatação.

Posto isso, há diferenças entre os índices de aprovação, algumas substanciais. O que se verifica é que a elevação dos índices de péssimo e bom vem dos eleitores que até então julgavam o governo ótimo/bom e uma parte dos que julgam regular. Na Xp em fevereiro, 40% diziam que o governo era ótimo/bom e agora em maio esse índice cai 6% e vai para 34%, porém, pela Atlas, que usa as redes sociais e a internet, em fevereiro o índice de aprovação era de 38,7% e agora foi pra 28,6%, uma queda de 10%.

Se verificarmos os índices de péssimo/ruim, o Bozo fica ainda pior. Pela Xp, em fevereiro ele tinha 20% e agora foi para 36%, uma elevação de 16 pontos percentuais. Pela Atlas, em fevereiro péssimo/ruim era de 22,5% e em maio foi para 36,2%, um aumento de 14%. Nas avaliações de regular, a Xp de fevereiro marcava 29,6% e em maio vai a 31,3%. O regular da Atlas em fevereiro era de 29,3% e maio cai para 26%. Portanto, verifica-se que a reprovação do governo do Bozo vem em parte substancial dos que o apoiavam.

Reforma da Previdência
A Xp não avaliou ou não quis divulgar resultados da pesqusia sobre a Reforma da Previdência, ao contrário do que fez das outras vezes. Porém, a Atlas divulgou. O que se constata é que os movimentos sociais e partidos de esquerda precisam continuar com sua luta e de maneira mais consistente, apresentanto propostas junto com as mobilizações. Apesar de a maioria ser contra a reforma como está, esse índice ainda, pela pesquisa, não será suficiente para barrar a destruição das aposentadorias, visto que há parte substancial que defende o que o Bozo prega.

Essa aceitação, segundo a pesquisa da Atlas, se encontra entre os homens cuja maioria defende a Reforma da Previdência e a resistência está entre as mulheres, segmento que tem 54% se posicionando contrárias à Reforma. O movimento precisa de estratégia para convencer o segmento masculino e equilibrar o percentual, para ter uma posição mais tranquila.

A maioria, por exemplo, condena a proposta da implantação da idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para os homens, o que eliminaria de vez a aposentadoria por tempo de contribuição.

Lula e Flávio Bolsonaro
Outro ponto interessante na pesquisa é que 40% dos entrevistados viu e leu a entrevista de Lula para a Folha de São Paulo e para o El País. Ao que parece, a tabela não deixa muito claro, mas, desse total, mais de 60% é contrária à sua prisão, enquanto que no geral da população 55% defendem sua prisão. Isso explica a censura que a Globo e seu Jornal Nacional fez na entrevista com o ex-presidente. Por sua vez, mais de 80% souberam das maracutais que envolvem Flávio Bolsonaro e mais de 50% defendem sua prisão. A família do Bozo junto com as decisões criminosas do governo são os grandes motivos da queda dos índices do fascista.

Porém, analisando as pesquisas , vemos que a *resiliência do fascismo* como sistema político organizado continua em patamares ainda altos, na faixa dos 30%. É o apoio desse segmento que leva ainda Bolsonaro a rugir e chamar a manifestação dia 26. Ou seja sua base original ainda não ruiu. E isso é notícia muito ruim para a Democracia e exige novos esforços e novas estratégias de enfrentamento das forças politicas democráticas e progressistas. Assim, além das mobilizações em defesa da Educação dia 30/05, o Festival Lula Livre dia 02/06 e da Greve Geral dia 14/06, intensificar a comunicação com o povo é fundamental.

Educação
No tema dos ataques à Educação Pública, a Xp aferiu que 57% dos entrevistados avaliaram que as manifestações de 15 de Maio foi importante e a Atlas verificou q a mais de 50% dos entrevistados são contra os cortes feitos pelo governo.

Manifestação de 15 de maio

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