Nova pesquisa mensal do Instituto Ipsos que trata sobre a credibilidade dos políticos aponta que Lula, apesar do massacre midiático, subiu sua aprovação pessoal de 32% para 40%, enquanto sua desaprovação caiu de 66% para 59%. Nos dois anos do levantamento é o único que melhorou o desempenho.

Os dados da IPSOS foram colhidos entre os dias 1º e 14 deste mês, ou seja, já levou em conta o efeito do depoimento de Palocci e convergem com os números da pesquisa CNT/MDA divulgada também na semana passada em que ele lidera em todos os cenários eleitorais para presidente.

Porém, novamente, assim que os dois levantamentos saíram, o MPF, o Judiciário e a mídia conservadora, de maneira articulada, dispararam notícias sobre novos processos e investigações contra o ex-presidente, de novo sem apresentação de provas materiais e apenas se servindo das famigeradas delações negociadas para atingir o ex-presidente. Uma perseguição implacável que visa unicamente a caçar e cassar o direito legítimo de Lula disputar as eleições de 2018 e também visando retirá-lo da vida pública.

Essa estratégia conhecida como Lawfare, uma aliança entre o judiciário e a mídia para massacrar a reputação do adversário político, chegou à beira da insanidade mental e já extrapolou o estado democrático de direito. E colocou o Brasil numa situação de usar mecanismos de exceção onde as instituições, que deveriam garantir os direitos dos cidadãos, agem livremente para manter e ampliar a ilegalidade e privilégios de grupos políticos e econômicos que apoiaram o golpe parlamentar. E trazem de volta o fantasma da ditadura militar e das milícias fascistas.

Mas o que explica Lula continuar subindo nas pesquisas?
1) Perseguição política já é rejeitada.
Sérgio Moro já é visto como agente político da elite para perseguir e destruir o ex-presidente. Tanto que na própria pesquisa da IPSOS sua taxa de desaprovação subiu de 27% para 45% e de aprovação caiu 55% para 48%, no período de um ano. Influenciaram as audiências entre Lula e Moro colocados à disposição da opinião pública pela internet, onde fica evidente que o juiz paranaense age como inquisidor e atua com arrogância, fora das regras jurídicas e fora do processo principal, para intimidar a defesa. Em nenhum momento, nem Moro e nem o MPF, dispuseram provas materiais que pudessem incriminar Lula, mesmo incitados pela defesa e pelo ex-presidente, que reiteradas vezes nos áudios filmados e gravados solicitava essa apresentação.

2) Privilégios para tucanos.
Apesar dos despistes feitos pela imprensa conservadora para poupar políticos tucanos, principalmente gerando fatos construídos pelo MPF e o judiciário contra o ex-presidente, fica cada dia mais evidente que todo esse processo da lava jato não foi feito para incriminar os representantes do PSDB. Em nenhuma instância do Judiciário há qualquer condenação contra eles, apesar de fartas provas materiais contra Aécio Neves, delações contra Serra, Alckimin e diversos parlamentares por recebimento de propina e obstrução da Justiça. Esse tipo de ação nunca prospera, o que reforça a tese de que o Golpe, em 2018, planejava entregar a presidência a um tucano. Vale lembrar que os tucanos foram rejeitados quatro vezes nas urnas por defenderem um programa puramente neoliberal de destruição direitos sociais, trabalhistas, previdenciários e venda do patrimônio público. Apoiaram, sem constrangimento, um golpe junto com Cunha e Temer para implantar esse modelo. A desaprovação, por exemplo, de Aécio subiu de 59% para 89% em um ano. A de Alckmin também. Mesmo assim, eles brigam para ver quem será o candidato do PSDB e dão sinais de certeza de impunidade.

3) Adversários não têm propostas.
Apesar da bandeira do combate à corrupção ser importante para a sociedade em geral, nenhum adversário direto apresentou propostas para tirar o país da crise econômica, nem para resolver o problema da corrupção e apenas surfam na onda do massacre contra o ex-presidente e o PT. Nesse bojo, vêm revelando posturas fascistas, misóginas e incitando censura, violência contra mulheres, negros, homossexuais, movimentos populares e partidos de esquerda. Não se pode subestimar o poder desse apelo de cunho moralista, porém, pela pesquisa IPSOS, a rejeição de Bolsonaro subiu de 56% para 63% (a pior taxa em dois anos) e a parcela que aprova sua atuação caiu de 21% para 19%. Doria, que leva também como desgaste o fato de abandonar a gestão de SP, viu sua taxa de reprovação passar de 52% para 58% (um ponto abaixo de Lula) e sua aprovação cair de 19% para 16% – menos da metade de Lula. Os números de Alckimin oscilaram para baixo no mês passado. Seu índice de desaprovação passou de 73% para 75% e de aprovação, de 14% para 13%.

4) O caos do governo golpista.
Não há na história do país um governo com tamanha rejeição popular. Em um ano Temer subiu sua rejeição de 60 para 94%, praticamente uma unanimidade nacional. Além do fracasso na economia com agravamento do desemprego, da recessão e da falta de perspectiva para o futuro, o governo vem destruindo direitos sociais e trabalhistas, entregando a Petrobras e a Eletrobrás para o capital estrangeiro, eliminando programas importantes de inclusão social e que faziam girar a roda da economia, como o Minha Casa Minha Vida, a diminuição drástica do Bolsa Família e o fim dos reajustes para o salário mínimo e aposentadoria. Aliado a isso, todos os principais representantes da quadrilha estão envolvidos em casos escabrosos de corrupção e obstrução da Justiça como demonstram as últimas revelações do doleiro Lucio Funaro, operador do PMDB por mais de 10 anos.

5) Resiliência de Lula com propostas, experiência e mobilizações.
Lula nunca baixou a cabeça ou se sujeitou a essa elite perversa e violenta que o tenta destruir de todos os modos. Encara de frente o conluio midiático com altivez e dignidade, utilizando as mídias sociais e as regionais, principalmente via programas populares de audiência nas rádios. Provou ao Brasil e ao mundo que é alvo de perseguição política ao exigir provas materiais dos acusadores que nunca existiram. Nos encontros com Moro e o MPF vem demonstrando que é imbatível no jogo político e desnuda a mediocridade, o despreparo e o papel de inquisidores dos seus adversários. Está nas ruas conversando com o povo, como fez com absoluto sucesso, nas caravanas no Nordeste. Aproveita para denunciar a perseguição e ao mesmo tempo relembra e prova que a vida de todos era melhor durante seus governos. Tem apresentado propostas para saída da crise política e econômica do país, na defesa das instituições e na crença de que o desenvolvimento do país passa pela inclusão dos menos favorecidos e na continuidade nos investimentos em setores estratégicos como Educação, Petróleo e Gás, entre outros. É reconhecido como o mais preparado e o melhor candidato para propor um futuro de esperança aos brasileiros. Imagine se não fosse alvo de uma campanha criminosa contra sua figura. Sabe que seu futuro político e pessoal está amarrado aos anseios e esperanças do povo e na fé na democracia que o conduziu por duas ocasiões à presidência da república. E o fará de novo.

 

Para saber mais:

Infomoney

Notícias Uol

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