A Folha de SP divulgou hoje que o governo do estado vai privatizar a Linha 2- Verde para estender sua linha até Guarulhos. Com isso, Alckmin dá mais um passo para a privatização completa do Metrô de SP, cuja história está marcada por atrasos, má gerenciamento, tarifas altas, denúncias de corrupção, mortes e negligência das sucessivas gestões tucanas.

O primeiro trecho privatizado em SP foi a linha 4-amarela que está sob o gerenciamento da Via Quatro. Além de não ainda não ter sido finalizada, desde a inauguração há 10 anos, segundo o sindicato dos Metroviários, é possível observar a diferença no serviço. Menos trens são oferecidos, mais insegurança no sistema, uma vez que há menos funcionários e composições circulam sem operador. E as condições de trabalho dos funcionários da Via Quatro são péssimas, com baixos salários e poucos direitos.

Como deputado estadual denunciei em 2006, que acidentes menores e falhas na execução na construção da Linha 4 já estavam ocorrendo. Infelizmente nosso alerta foi ignorado e no início de 2007 ocorreu a tragédia que matou 7 pessoas. Ainda na Assembleia, acionei o Ministério Público paulista pedindo investigação de denúncias sobre contratos para reforma superfaturada de 96 trens das Linhas 1 e 3 do Metrô. E também representei junto ao mesmo Ministério , em consequência do recebimento de denúncias de malversação de recursos, denúncia sobre pagamentos de comissões, superfaturamento e conluio entre empresas para fraudar licitações e contratos na CPTM e Metrô de São Paulo.
Na verdade, a maior parte da expansão do metrô está condicionada à privatização como será na Linha 5, no monotrilho da linha 17-Ouro. A linha 6-laranja já é feito no modelo privatista, mas por conta de denúncias na lava jato envolvendo as empresas responsáveis está com problemas de financiamento da construção. Segundo a Folha, em torno de 75% da extensão de metrôs e construção de monotrilhos ficariam sob responsabilidade da iniciativa privada. Alckmin também deve conceder o monotrilho da linha 15-Prata e construir o ainda incerto monotrilho da linha 18, que deve ligar a capital ao ABC Paulista, por meio de PPP.
Portanto, infelizmente, esse quadro vai significar mais diminuição na qualidade de serviço, mais superlotação, tarifas mais altas, acidentes, precarização e redução de postos de trabalhos. Por sua vez, quase todos os processos de concessão estiveram ou estão relacionados com algum grande esquema de corrupção. A Linha 6 foi concedida para a Odebrecht, cujo presidente encontra-se na cadeia por conclusões iniciais da investigação da operação Lava Jato. A mesma empresa envolveu-se no cartel de cimento das obras da Linha 5, que ficaram mais de 1.000 dias paradas. As empreiteiras responsáveis pelas obras das novas estações da Linha 4, como as do consórcio Isolux Corsán-Corviam, também estão envolvidas no escândalo da operação Lava Jato e fraude em licitação. E na nova lista do procurador Janot, aparecem os nomes de Serra e Alckmin.

A esperança voltou a vencer o medo
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