Reparação Histórica dos Quilombolas

O presidente nacional do INCRA, Rolf Hackbart disse que, com isso, o Estado, sob o governo do presidente Lula, faz justiça ao povo que veio escravizado para o Brasil, ajudou a construir esta Nação, mas que não tem seus direitos assegurados como apregoa a nossa constituição. Afirmou ainda que o INCRA irá fazer o mesmo com os territórios de Ivaporanduva, Cafundó e Brotas nos próximos meses. As lideranças de comunidades de remanescentes de vários quilombos do Estado de São Paulo, comemoraram a notícia, afinal, há mais de 10 anos os remanescentes do quilombo da Caçandoca lutam para voltar para suas terras de onde foram expulsos na década de 70 por uma imobiliária que atua no Litoral Norte e reivindicava a posse da área.

Presente ao evento, o deputado Simão Pedro, que há 8 anos acompanha a luta daquela comunidade, saudou a luta dos quilombolas e parabenizou a organização do evento e o INCRA pelos esforços que vêm fazendo para se fazer justiça. Comentou que “as comunidades de descendentes de italianos, japoneses, libaneses,alemães, espanhóis entre outras, que vieram para o Brasil, hoje se encontram incluídas, menos os descendentes de africanos que para cá vieram forçados e na resistência à escravidão se refugiaram e construíram os quilombosPor isso que defendemos as cotas nas universidades e a titulação das terras de quilombolas, para apressar a inclusão dos afro-descendentes e garantir-lhes seus direitos”.

Também participaram do evento representantes da SEPIR (Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial); da Fundação Cultural Palmares, da Fundação Nacional de Saúde, do INCRA/SP, da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania e do ITESP, além de entidades de apoio e pesquisadores do tema.

A luta das comunidades quilombolas foi discutida em varias mesas redondas e oficinas temáticas e no final, foi eleita uma nova Comissão Estadual das Comunidades Quilombolas e aprovada a “Carta de Caçandoca”, contendo as reivindicações do movimento.