Trajetória

 

Simão Pedro começou sua militância política a partir da fundação, por ele e por outros companheiros, do Núcleo do PT na Cohab Itaquera I, onde morava, em 1983, depois da campanha de Lula a governador de São Paulo. Nesta época, já participava da Pastoral da Juventude e era responsável pela publicação do jornal Voz da Comunidade e O Bloco que circulavam no bairro. Também ajudou a fundar a Associação dos Mutuários e Moradores da Cohab Itaquera I e a Federação das Associações de Mutuários do Estado de São Paulo para lutar contra a alta exagerada das prestações do antigo BNH e conquistar outras reivindicações.

Foi Agente de Pastoral Leigo da Arquidiocese de São Paulo (1984/88) para atuar na evangelização dos moradores dos conjuntos habitacionais das Cohabs na Zona Leste, quando também graduou-se em Filosofia. Neste período, participou de uma Brigada de jovens militantes da esquerda brasileira que durante dois meses colheu café da Nicarágua, para ajudar a Revolução Sandinista.

Na gestão da Prefeitua Luiza Erundina (1989/92), participou da diretoria regional (Itaquera, Guaianases e S. Mateus) da Secretaria de Bem-Estar Social, onde cuidou das políticas de orçamento participativo e projetos de geração de trabalho e renda como padarias e cozinhas comunitárias. Cuidou das mesmas políticas na gestão petista de Franco da Rocha (1993/94). Neste período, cursou Sociologia e Política na Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

Engajou-se na campanha do candidato a deputado estadual Paulo Teixeira, eleito em 1994 e foi seu chefe de gabinete até o ano de 2000, quando este foi para a Secretaria de Habitação da gestão petista de Marta Suplicy. Neste período, assessorou o deputado na construção de importantes leis, tais como a Lei Estadual de Redução de Danos que permitiu ao Estado distribuir seringas descartáveis para usuários de drogas visando diminuir a transmissão do vírus da AIDS e a Lei que obrigou os planos de saúde a atender todas as doenças previstas no Código Mundial de Saúde, o que recusavam.

Cursou o Mestrado em Sociologia Política na PUC de São Paulo, apresentando a dissertação “Mudanças Políticas no Interior de Rondônia: o PT nas administrações municipais de Jarú, Ouro Preto D’Oeste e Nova Brasilândia”, mostrando como as políticas da Ditadura Militar visando conter a democracia, a reforma agrária e as lutas urbanas, em defesa do grande Capital, engendrou muitas organizações dos trabalhadores e o próprio Partido dos Trabalhadores cujos núcleos, diretórios e conquista de prefeituras espalhou-se pelo Brasil inteiro, até no interior de um recém-criado Estado de Rondônia, para onde a família de Simão Pedro tinha migrado em 1985.

Simão Pedro foi dirigente do PT estadual por vários mandatos entre 1998 e 2005. Chegou a disputar a presidência estadual do partido no primeiro Processo de Eleição Direta (PED) em 2001. Reorganizou a Secretaria Agrária e foi seu coordenador por 2 mandatos. Ali, coordenou a realização de seminários regionais e a produção de importantes publicações sobre temas relevantes ajudando o PT a se interiorizar e dialogar com demandas dos municípios, trabalhadores e setores privados: “A Crise do Setor Sucroalcooleiro: diagnóstico e perspectivas” (2000), “A Crise do Setor Citrícola Paulista: diagnóstico e soluções” (2002), “Desenvolvimento rural e poder local: Subsídios para o plano de governo municipal” (2002). Além disso, organizou (2001) o seminário “O Leite no Estado de São Paulo – construindo uma política alternativa” que resultou na formação da entidade Leite São Paulo de pequenos e médios produtores.

Participou da elaboração no Instituto da Cidadania do “Projeto Fome Zero”, coordenado pelo professor José Graziano da Silva e que depois transformou-se no Programa Fome Zero – segurança alimentar e nutricional – do presidente Lula. Simão Pedro fez nesse período importante parceria com José Graziano, que estendeu-se pelos seus mandatos de deputado até a eleição do professor da Unicamp e militante petista para o cargo de Diretor Geral da FAO, órgão da ONU para a alimentação e agricultura. Em 2002, quando se candidatou a deputado estadual pela primeira vez, Simão Pedro ainda coordenou na região Sudeste a elaboração do Programa de Governo do presidente Lula parta a Agricultura e Reforma Agrária.

Foi eleito deputado estadual em 2002 com 94.087 votos e reeleito em 2006 com 104.339 votos. Foi reeleito para o terceiro mandato em 2010 com 118.453 votos. Com intensa atuação em diversas áreas, Líder da Bancada do PT de 2007 a 2008, coordenou as frentes parlamentares de Habitação, Reforma Urbana, Apoio à Reforma Agrária, Segurança Alimentar e Nutricional, Apoio às Comunidades Quilombolas e Comunidades Tradicionais. apoiou às Rádios Comunitárias, movimento Pró-Economia Solidária, atuou em defesa de um Metrô Público e Estatal, além de denunciar desvios nas compras de trens tanto do Metrô como da CPTM, entre outras denúncias, apoio a luta pelo software e internet livre. Foi presidente da Comissão de Educação, ficou dois mandatos à frente da Comissão de Serviços e Obras Públicas e ainda vice-presidente da Comissão de Cultura, Ciência e Tecnologia.

O terceiro mandato de Chiovetti terminaria em 2014, mas em janeiro de 2013, se licenciou da Assembleia Legislativa para assumir a Secretaria de Serviços do Município de São Paulo, responsável pelos serviços de coleta de resíduos, iluminação, funerário, corpo de bombeiros e a conectividade digital, onde se encontram os telecentros e as praças digitais. destacando-se como Secretário do município de São Paulo, com muitas reformulações e inovações nestes setores.

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