A partir de hoje e durante 11 dias, o ex-presidente Lula inicia nova caravana, desta vez percorrendo 12 municípios de Minas Gerais. Como aconteceu na jornada espetacular pelo Nordeste, Lula vai ouvir e conversar com empresários, estudantes, com as populações destes locais, falar das experiências exitosas dos seus governos, das suas propostas de como tirar o País da sua maior crise econômica e social e também em defesa da volta da democracia.

A Caravana parte de Ipatinga, na região industrial conhecida como Vale do Aço, que teve seu auge nos governos Lula e Dilma. Em 2011, o município chegou a ter 38 mil postos de trabalho na indústria e em 2014 o setor era responsável por 3,6 bilhões de reais no PIB da cidade. Entre 2010 e 2013, o PIB por habitante cresceu de R$ 31 mil para R$ 36 mil, segundo IBGE. Atualmente encontra-se com altas taxas de desemprego, semelhantes ao período FHC em que, após privatizações no setor, as empresas demitiram milhares de funcionários. A maior empresa, a Usiminas, que já foi uma empresa estatal, chegou a ter 17 mil empregados e hoje não chega a 7 mil postos de trabalho.

Mais do que nunca o Brasil precisa de lideranças comprometidas com as necessidades do seu povo para contrapor e derrotar as monstruosidades que surgiram a partir do golpe jurídico-parlamentar contra a presidenta Dilma. Somente na semana passada tivemos três exemplos sucessivos de como uma elite perversa e fascista cada vez mais assume que se lixou para o País e para o povo e promove um festival de bananas para a maioria.

1) O casuísmo do STF para a volta de Aécio:
A volta de Aécio Neves ao Senado, mesmo com provas de corrupção gravadas e filmadas pela Polícia Federal, foi a comprovação de que o STF e o Congresso Nacional se submeteram a lógica da mala de dinheiro que mantém o funcionamento das instituições no País. Essa mesma lógica que foi delatada pelo doleiro Lúcio Funaro ao afirmar que Cunha pediu abertamente dinheiro para compra de deputados para votar no impeachment de Dilma. Aliás, a imprensa comprometida com o golpe não fala mais nada sobre os 51 milhões de reais pegos com o Gedel Vieira.

2) Volta do trabalho escravo:
Na mesma semana, Temer assina uma portaria para praticamente extinguir a fiscalização e a condenação de fazendeiros ou outros empresários pegos por imporem trabalho análogo à escravidão a trabalhadores em suas propriedades. Isso tudo para garantir em troca, essa semana, mais uma vitória no Congresso contra a segunda denúncia feita pela PGR contra ele. Desta vez por surrupio de mais de 500 milhões de recursos públicos. Para se safar da primeira denúncia, em agosto, Temer transformou os cofres da União em cachoeira de dinheiro público entregue aos parlamentares, em forma de emendas, perdão bilionário de dívidas e modificações nas legislações federais para beneficiar futuros doadores dos parlamentares.

3) Ração de Dória para os pobres:
Para fechar, o tucano prefeito de São Paulo decide implantar do alto da sua arrogância uma ração feita a partir de sobras de alimentos vencidos na merenda escolar de SP – ao que parece recuou depois de uma saraivada de críticas – e ainda apoiou a iniciativa de Temer em trazer de volta a impunidade sobre o trabalho escravo.

Lula no meio do povo:

Enquanto a direita fascista empregava todas suas forças para continuar a desagregação do País, Lula intensificou sua relação com os movimentos sociais e de lutas populares. Na semana passada, participou de atos na Grande São Paulo (em Ferraz de Vasconcelos e Guarulhos). E deu entrevista para a imprensa internacional. No sábado, esteve apoiando a ocupação, com mais de 5 mil famílias do MTST em São Bernardo do Campo e no mesmo dia esteve em São Paulo no Ato de Abertura do encontro nacional dos setoriais do PT, na quadra dos bancários.
Na ocupação, Lula afirmou que “É possível mostrar pra sociedade brasileira que quem está acampado não está porque gosta de ver a família dormir debaixo de uma lona. Estou aqui pra ter um gesto de solidariedade com vocês. Essa luta só vai deixar de existir quando todo mundo tiver direito à moradia”, afirmou. O ex-presidente ressaltou que as ocupações não partem de uma questão de escolha. Muitas vezes uma família tem que escolher entre pagar aluguel e comprar comida para os filhos. Que eles saibam que vocês tem o direito pela Constituição de ter uma casa pra morar”, ponderou.

Ao jornal espanhol El Mundo, o ex-presidente foi categórico ao responder uma pergunta sobre sua proposta para recuperar o país: “O Brasil precisa voltar a ser governado para a maioria e não para uns poucos, então a primeira coisa que eu pretendo propor é um referendo revogatório sobre muitas das medidas aprovadas por Michel Temer. É criminoso ter uma lei que limite a possibilidade de investimento do Estado por 20 anos. No Brasil ainda faltam coisas básicas como saneamento, tratamento de água e habitação. Temos um potencial de investimento em infraestrutura que pode resolver boa parte da geração de empregos e recuperar a economia. O Brasil não depende dos EUA ou da China, mas de suas próprias decisões. Quando os pobres retornarem ao orçamento do Estado, o país vai crescer novamente e recuperar a confiança internacional. O capital é covarde e só virá quando souber que pode ganhar.”

Esse é o caminho!

Ração de cachorro para pobre, além de "fake", afunda Dória de vez!
Temer é o Brasil que foi para o brejo
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